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Crítica
27 de outubro de 2009

A Mulher Que Ri | por Lucianno Maza do blog Caderno Teatral


O espetáculo “A Mulher Que Ri” foi em muito tempo o que mais me levou para este estado de entrega, me envolvendo e me emocionando com a história do escritor que relembra sua juventude na casa dos pais, em especial sua relação com uma mãe que enfrentava as dificuldades de seu mundo com o bom humor que o menino via. É claro que essa história lembra a minha e de tantos amigos, e a assistindo eu revisitava minha própria juventude com meus pais e meus caminhos para escrita (quando criança também queria ser cientista, conto isso no texto anterior), foi muito fácil me identificar e acolher aquele menino, aquela mãe e aquele pai. Eu estava já dominado pela peça: o encanto aconteceu e eu estava ’sentindo’, tinha enfim acordado de um longo período de sono teatral. O excelente texto existencialista e humano de Paulo Santoro encontra simbiose perfeita com a delicadeza e inventividade da direção de Yara de Novaes, que conduz as excepcionais interpretações do elenco. Foi Fernando Alves Pinto em sua sensível e próxima interpretação do protagonista que me arrebatou de vez, pra mim desde já memorável. O ótimo Plínio Soares injeta a força e virilidade masculina do pai, enquanto Eloísa Elena (que merece todas as felicitações por idealizar este projeto) contrapõe com sua leveza construindo a bela personagem da mulher que ri e é pra mim a síntese desse trabalho: profundo e leve ao mesmo tempo. Terminei o espetáculo com o rosto molhado, coisa rara de me acontecer numa platéia teatral, e mais que emocionado, terminei me sentindo inteiro. Feliz. Uma semana depois um amigo querido fazia aniversário e quis assistir uma peça com seus amigos, sugeri sem pensar duas vezes “A Mulher Que Ri” e disse que não assistiria de novo pois tinha acabado de ver e foi tão forte que não queria desmanchar meu encanto, mas acabei entrando no teatro nos últimos minutos e desta vez mais lágrimas estouraram em meus olhos, mais sentimentos eu visitei e mais felicidade eu ganhei, foi realmente impressionante me sentir novamente tão tocado. Para mim, este é o espetáculo mais gostoso da temporada. Se presenteie com essa peça.

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veja aqui o link: Caderno Teatral


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27 de março de 2009

A Mulher Que Ri | por Macksen Luiz


CURITIBA - Duas produções paulistas – A mulher que ri e Doido – passaram pelo Festival de Curitiba como demonstrações de tempos cênicos bastante diversos. A mulher que ri, de Paulo Santoro, baseado num conto húngaro, volta-se para o passado, para a região das lembranças, onde se abrigam as palavras que servem para contar sua história. A família pobre cuja mãe propõe continuamente jogos do contente, que se armam para descobrir moedas sob tacos do assoalho para comprar um pão, ou que carregam nas costas as suas vozes e sua infância, reconstrói o que viveu para fabular a memória. Nesta fábula, simples, quase ingênua, o narrador se debruça sobre a meninice como esboço de sentimentos que percorrem a sua escrita adulta.

A montagem do grupo Barracão Cultural procura emoldurar a narrativa, entre o melodrama e a melancolia, com desenho interpretativo expandido e visual minimalista. Os atores – Fernando Alves Pinto, Eloísa Helena e Plínio Soares – abusam de gestos e contrações de movimentos como se o corpo emprestasse as palavras significados para além da sua vocalização. O cubo transparente do cenógrafo André Cortez, tão bem coadjuvado pela luz de Fábio Retti, é a caixa que se decompõe em janelas, através das quais os corpos se fragmentam em pedaços até a imobilidade da fotografia, imagem fixa da memória na parede.

A diretora mineira Yara de Novaes transita no universo evocativo do texto com essas formas contrastadas para alcançar a fluidez do que não pode ser capturado apenas pelas palavras.

* publicado no Jornal do Brasil, 26/03.09


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26 de março de 2009

A Mulher Que Ri toca paredes do passado | por Valmir Santos


O ator Fernando Alves Pinto sofreu uma queda de bicicleta em 1996, ficou uma semana em coma, recobrou a consciência, mas a memória foi embora para só retornar lenta e parcialmente aos poucos, meses a fio, como declarou em entrevista recente à Folha de S. Paulo. Esse dado torna mais especial sua condição de protagonista em A Mulher Que Ri, sobre um escritor às voltas com uma espécie de palimpsesto biográfico cujo texto primitivo foi raspado e, a cada camada, surgem outros registros enganchados às paredes das lembranças.
foto: henrique araújo

foto: henrique araújo

A origem da dramaturgia é o conto Sete Krajcár (moedas), do húngaro Móricz Zsigmond (1879-1942), obra publicada no início do século XX e livremente adaptada por Paulo Santoro, autor projetado em São Paulo no CPT de Antunes Filho com O Canto de Gregório, encenado pelo próprio.
Alves Pinto vive o escritor desmemoriado, ávido em recompor o passado de austeridade e pobreza ao lado do pai e da mãe, quando era diminuta a brecha para dar asas ao sonho de tornar-se escritor. Logo no início, um boneco preso às costas do ator projeta-o para as lembranças que são reconstituídas com o próprio narrador/escritor/filho em contato direto com a humorada mulher e mãe que o marcou profundamente e que jamais perdera o sorriso diante das agruras.
Não se trata de enquadrar mais uma relação edipiana; transcende-a aspectos morais, sociais e históricos, para não dizer do ato da escrita. Um indivíduo com bloquinho em punho atira-se à caça de palavras, verbos e objetos que, espera, os ajudem a recompor o ambiente familiar de tez dostoievskiana: sua máquina do tempo é a palavra.

Diretora que tem no desenho do espaço cênico um fator preponderante (vide montagens com o Grupo 3 de Teatro, como A Serpente e O Continente Negro), Yara de Novaes dispõe de um texto generoso em superposições de tempo e espaço. A parceria com o cenógrafo André Cortez é mimetizada num cubo de paredes transparentes, disposto no centro do palco, cercado por um piso de taco equivalente ao caminho percorrido pelo filho para reavivar momentos e rostos desbotados naquela casa/lugar recôndito.
Ao rigor formal que também alcança a criação musical (por Morris Picciotto) e o desenho de luz (por Fabio Retti), A Mulher Que Ri convoca o espectador a um papel ativo. Há uma boa história por ser contada, mas seu caminho não passa pelo mais do mesmo. Os horizontes são outros, estão às nossas costas, um rasto atrás.

Os intérpretes transmitem coesão e entrega na composição e na defesa de seus personagens. Eloisa Elena, como a Mãe; Plínio Soares, como o Pai; e Alves Pinto, o Filho, são guardiões de um projeto que também faz prospectar a história de cada um que o assiste. Isso não é pouco.

** Publicado no Blog do Festival de Curitiba, 25 de Março de 2009.

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26 de março de 2009

Festival de Curitiba | por Luciana Romagnolli


Jornal Gazeta do Povo. Curitiba - PR. 26/03/09


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26 de março de 2009

Festival de Curitiba


Jornal Gazeta do Povo. Curitiba - PR. 23.03.09


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18 de março de 2009

Rindo à Toa


estado-de-sp-180309


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18 de março de 2009

Ilustrada Escolhe | por Lucas Neves



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12 de março de 2009

O Jogo dos sete erros da memória


caderno218102008


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12 de março de 2009

A Mulher que ri | Revista Bravo


revistabravo112008


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12 de março de 2009

Liçoes de vida em terno retrato familiar


vejasp05112008


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