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Sala de Imprensa
7 de março de 2009


A MULHER QUE RI

Peça dirigida por Yara de Novaes baseada em conto húngaro, tem dramaturgia de Paulo Santoro e no elenco Eloisa Elena, Fernando Alves Pinto e Plínio Soares

Recomendada pelo Guia do Estado de São Paulo

***Recomendada Revista Veja - 10 melhores espetáculos em cartaz - dez/2009


 

 

Espetáculo estreou em outubro de 2008 e cumpriu 4 temporadas em São Paulo (teatros Alfa, Coletivo, Tusp e Funarte), fez uma bem sucedida passagem pelo Festival Internacional de Teatro de Curitiba, pela Mostra de Referências Teatrais de Suzano e pelo VAC- Verão Arte Contemporânea de Belo Horizonte e em julho de 2010 integrará a programação do FESTLIP no Rio de Janeiro. 

Um homem relembra seu relacionamento com os pais durante sua juventude e como o incrível bom-humor de sua mãe, mesmo nos momentos mais difíceis, transformou sua percepção da vida, de si mesmo e do mundo no espetáculo A Mulher Que Ri, dirigido por Yara de Novaes, a partir do texto de Paulo Santoro, livremente inspirado no conto Sete Krajcár (moedas), do húngaro Móricz Zsigmond (1879-1942), lançado em 1907 e um dos mais populares desse autor que está entre os principais de seu país, ainda constantemente reeditado e adaptado para cinema, teatro e televisão.

No elenco, Eloisa Elena é a mãe, Fernando Alves Pinto é o filho e Plínio Soares interpreta o pai e um mendigo.

Com direção de Yara de Novaes (A Serpente, Noites Brancas, O Caminho para Meca) e texto de Paulo Santoro, a peça tem cenografia e figurinos de André Cortez, direção musical de Dr Morris, iluminação de Fabio Retti, preparação vocal de Mônica Montenegro e preparação corporal de Mirian Rinaldi. Uma produção Barracão Cultural.

A MULHER QUE RI, por Yara de Novaes

A encenação da A Mulher que ri persegue a trilha que leva ao teatro contemporâneo.  Um teatro em que o texto dramático está em constante e provocativa mutação, onde as fronteiras de gêneros literários ou das artes desaparecem para iluminar uma cena com linguagem plurisignificada.

Um homem surge em cena tentando reconstituir seu passado, tenta achar sujeitos, verbos e objetos que possam nortear sua história. Repete, faz e refaz combinações de palavras, até encontrar, pregado em suas costas, como uma prótese, ele próprio, um pouco mais jovem. Um boneco.

Como que suportando sobre si o peso da própria existência, consegue, finalmente, construir uma frase inteligível, coerente, que será ponto de partida para sua caminhada em busca do tempo perdido.

Começa a caminhar numa estrada de tacos de madeira, os mesmos de sua casa na infância. Nesse momento, o passado funde-se irremediavelmente ao seu tempo de agora e revela sua família, pai e mãe, sentados à espera do filho-escritor que os ressuscitará.

Sons, gestos, topografia, cores, palavras e objetos, em total correspondência, se tornam matéria-prima de uma cena onde serão construídas as memórias voluntárias e involuntárias desse filho-escritor. Assim, o narrador passa a ser personagem de si próprio e as personagens, por sua vez, ganham vida suficiente para caminharem com os próprios pés.

A cenografia foi concebida para intensificar a criação desse universo de tempo uno. Um cubo, feito por telas transparentes com portas de saídas e entradas para a estrada de tacos que o circunda.

Os figurinos serão atemporais e com sobreposições de peças, em cores amarronzadas com pequenos detalhes coloridos, remetendo ao sépia da memória e, ao mesmo tempo, desestabilizando tal convenção.

A trilha sonora trabalha com a recorrência de sons, frases e músicas das cenas-episódios, fragmentando e aglutinando os sentimentos e sensações das personagens, com durações diversas para um mesmo episódio.

A iluminação justifica o espaço e o tempo, recortando-o, integrando-o.

Os atores, sempre potentes, mostram tudo, criando a ilusão de estarem em qualquer lugar, em qualquer tempo, juntando-se e cindindo-se com a personagem. São criadores e criaturas dentro desse universo teatral.

A MULHER QUE RI Informações e Contatos:

Barracão Cultural – (11) 5539-1275

contato@barracaocultural.com.br

www.barracaocultural.com.br

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